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Restaurantes repensam uso de plástico para embalar talheres

Restaurantes repensam uso de plástico para embalar talheres
Talheres sem plástico ganham espaço em bares e restaurantes Foto: Freepik

Por Redação
Data: 10 de abril de 2026

Prática, que ganhou força na pandemia de Covid-19, representa aumento de custos, impacta negativamente na geração de resíduos, além de não ser exigida pela vigilância sanitária. 

Durante a pandemia, o setor de alimentação fora do lar foi duramente atingido. A circulação de pessoas diminuiu drasticamente e o retorno à normalidade foi gradual. Para tranquilizar a população e minimizar a contaminação, uma série de medidas foram adotadas pelos estabelecimentos, como o uso de máscaras e álcool em gel. Uma prática, já adotada por alguns negócios do setor, ganhou força neste período: disponibilizar os talheres embalados para os consumidores. 

Alguns hábitos foram incorporados, outros esquecidos e há aqueles que devem ser reavaliados. O uso de saquinhos de plástico ou papel para servir os talheres era percebido como um fator extra de proteção e higiene, mas hoje, sem comprovação de eficácia sanitária, é um custo laboral e material que adicionalmente produz uma grande quantidade de resíduos que dificilmente são reciclados.  

Para Adriana Lara, líder de educação e especialista em segurança dos alimentos, essas embalagens para talheres podem parecer mais higiênicas, mas não trazem mais segurança para os consumidores.  

“As normas da Anvisa deixam claro que a segurança sanitária está na adoção de boas práticas, como higienização correta, manipulação adequada e armazenamento protegido dos utensílios. A embalagem plástica ou de papel pode até transmitir uma sensação de cuidado, mas ele não substitui processo. Se esse ato de embalar for feito sem os devidos cuidados, ele pode inclusive produzir o efeito contrário ao desejado e favorecer a contaminação cruzada. O talher bem higienizado, armazenado de forma protegida e manuseado corretamente no momento do serviço é que efetivamente reduz o risco de contaminação”, afirma. .

Restaurantes buscam maneiras alternativas de evitar resíduos descartados no ambiente. Foto: Sandra de Azevedo, do restaurante Eguatche – Belém/PA

Resíduos não recicláveis

Em uma operação cotidiana de um restaurante passam centenas de clientes e, assim, são descartadas centenas de saquinhos de talheres. Essas embalagens são, em sua maioria, de plástico flexível, um material de difícil processamento por ser muito fino e frágil, e que no Brasil comumente não é reciclado. 

O volume de resíduo produzido é uma preocupação para empreendedores do setor. A empresária Sandra de Azevedo, do restaurante Eguatche em Belém/PA, conta que acha desnecessário o uso dessas embalagens. 

“Deixei de usar essas embalagens pela quantidade de resíduos descartados no meio ambiente. Por mais que haja impacto financeiro inicial na escolha de substituir a embalagem de plástico por uma cestinha com lenço, o maior impacto é para a natureza”, comenta. 

Além de serem descartadas logo após o uso, essas embalagens costumam ter baixo valor de reaproveitamento na cadeia da reciclagem. Por serem muito leves e finas, elas dificultam a triagem e, em muitos casos, acabam seguindo para o lixo comum, mesmo quando são separadas. “Talvez seja uma das embalagens de uso único com o menor tempo de vida útil. Basta 1 segundo para o cliente rasgar e inutilizar a sacolinha. A pessoa nem pensa, é um ato quase automático. E para onde isso vai depois? Precisamos conscientizar sobre o impacto ambiental e questionar o sentido dessa prática. Incentivar clientes a higienizarem as mãos antes de se servir ou comer é um hábito de higiene muito mais eficaz e evita a geração de resíduos”, afirma a líder de ASG da Abrasel, Luiza Campos. 

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Custo da mão de obra

O ato de embalar os talheres num bar, lanchonete e restaurante traz em si vários processos de “bastidores”. É necessário comprar a embalagem, embalar os talheres e, a cada saquinho rasgado ou amassado, recolhê-los com agilidade, visto que muitos vão parar no chão dos estabelecimentos.  

Segundo estimativas da Abrasel, um funcionário gasta, em média, uma hora para embalar 300 talheres. Na conta do desnecessário hábito das embalagens para garfo e faca, entram os gastos com o material, mas não só. É preciso somar também o tempo gasto com a compra das famigeradas sacolinhas e a hora de trabalho desse funcionário – isso sem falar no custo para o meio ambiente. 

No Alecrim Sabor & Saúde, em Porto Alegre (RS), o custo de mão de obra também pesou na decisão de abandonar os saquinhos. O proprietário do restaurante, Anor Filipi, conta que, além da compra do material, a equipe precisava dedicar parte da rotina para embalar os talheres antes da abertura do buffet. Como os saquinhos são leves, muitos ainda acabavam no chão ao longo do atendimento, o que aumentava o trabalho operacional. 

“A gente tinha que colocar, todos os dias, colher de sopa, colher de sobremesa, garfo e faca dentro do saquinho antes de abrir o buffet. Isso tomava tempo das funcionárias e ainda gerava desperdício, porque muitas vezes o cliente não usava todos os itens e tudo precisava voltar para a lavagem. Quando passamos a deixar os talheres higienizados e separados em caixas, o processo ficou mais ágil, reduziu custos e liberou mais tempo da equipe”, afirma. 

De norte a sul do país, empresários do setor têm revisto o uso de embalagens para envolver talheres. O hábito, incorporado durante a pandemia, hoje é questionado por não representar ganho efetivo de segurança, ao mesmo tempo em que amplia a geração de resíduos, eleva custos operacionais e consome tempo de trabalho das equipes.  

Em meio à busca por processos mais eficientes e sustentáveis, cresce a percepção de que higiene e organização podem ser garantidas por alternativas mais simples, sem recorrer ao plástico de uso único ou ao papel. 

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