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Novo símbolo amplia o conceito de acessibilidade e inspira iniciativas inclusivas

Novo símbolo amplia o conceito de acessibilidade e inspira iniciativas inclusivas
Novo símbolo da acessibilidade foi criado pela ONU em 2015.

Por Guilherme Paixão
Data: 11 de novembro de 2025

Mudança fortalece o debate sobre inclusão e motiva projetos que transformam a experiência de frequentar restaurantes e espaços de convivência

O conceito de acessibilidade está mudando, e não apenas nas leis, mas também na forma de ser representado. Em 2025, o Brasil deu um passo importante nesse debate ao avançar no processo legislativo que pode tornar oficial o novo símbolo internacional de acessibilidade, criado pela ONU em 2015. O desenho, que mostra uma figura humana de braços abertos envolvida por um círculo, busca substituir a tradicional imagem da cadeira de rodas e simboliza um entendimento mais amplo sobre inclusão.

A adoção ainda não é oficial, pois o Projeto de Lei nº 2.199/2022, já aprovado no Senado Federal, está em tramitação na Câmara dos Deputados. Somente após a aprovação nas duas Casas e a sanção presidencial é que o uso do símbolo se tornará obrigatório. A partir da publicação da futura lei, deverá haver um período de transição de até três anos para que estabelecimentos e sinalizações públicas realizem a substituição.

Pessoas com síndrome de Down estão inclusas no novo símbolo de acessibilidade. Imagem: David Lucas

Mesmo antes da aprovação definitiva, a discussão em torno do novo símbolo representa uma mudança de mentalidade. A acessibilidade deixa de estar associada apenas à mobilidade física e passa a abranger diferentes tipos de deficiência, como as auditivas, visuais, intelectuais e psicossociais. Mais do que rampas e elevadores, ela envolve comunicação, respeito, empatia e adaptação.

Segundo o defensor público e professor Allan Joos, a nova imagem representa uma virada simbólica no campo dos direitos humanos. O antigo símbolo refletia um modelo biomédico da deficiência, centrado na limitação do corpo. O novo reflete o modelo social, que identifica barreiras atitudinais e estruturais como principais fatores de exclusão, explica em artigo sobre o tema.

O PL 2.199/2022 integra uma agenda que busca fortalecer o cumprimento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), documento da ONU incorporado à Constituição brasileira. A proposta pretende tornar a comunicação pública mais inclusiva e representativa, reconhecendo que pessoas com deficiência não formam um grupo homogêneo, mas sim uma diversidade de experiências.

Essa transformação simbólica ganha ainda mais sentido quando se observam iniciativas concretas que tornam o cotidiano mais acessível, especialmente em espaços de convivência e lazer.

Acessibilibar: mapeamento da inclusão na vida real

O Acessibilibar é uma iniciativa pioneira que avalia o grau de acessibilidade de estabelecimentos da capital mineira. Imagem: David Lucas

Em Belo Horizonte, conhecida pela forte cultura de bares, nasceu um projeto que traduz em ação o que o novo símbolo propõe em imagem. Criado pela jornalista Aline Castro, o Acessibilibar é uma iniciativa pioneira que avalia o grau de acessibilidade de estabelecimentos da capital mineira.

Aline nasceu com atrofia muscular espinhal e usa cadeira de rodas desde a infância. Sempre levou uma vida ativa, mas encontrou muitos obstáculos para frequentar os espaços de lazer da cidade. As dificuldades para circular, encontrar banheiros adaptados ou mesas adequadas fizeram com que ela transformasse sua experiência em propósito.

“Recebia muitas mensagens perguntando se eu conhecia determinados lugares e se eles eram acessíveis. Infelizmente, mesmo a acessibilidade sendo uma lei, ela ainda não é cumprida por falta de conscientização”, relata.

Com base nessa demanda, Aline passou a visitar estabelecimentos e avaliar critérios como rampas, banheiros adaptados, espaço entre mesas, cardápios acessíveis e preparo das equipes. Os locais que atendem aos requisitos recebem o selo Acessibilibar, uma forma de reconhecimento e estímulo para que mais empreendedores invistam na causa.

Para ela, a acessibilidade não significa apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência, mas garantir que possam permanecer com dignidade e conforto. “Vejo que hoje as pessoas sequer sabem o que é acessibilidade. Muitas casas têm rampa de entrada, mas o problema começa quando você precisa usar o banheiro ou quando as mesas são altas demais para um cadeirante”, explica.

O projeto também funciona como ferramenta de conscientização. Aline defende que tornar um espaço acessível é uma responsabilidade compartilhada entre Estado, empresários e sociedade. “A acessibilidade deve ser uma questão de todos. É preciso apoio governamental para implementação e fiscalização, mas também é essencial que os donos de estabelecimentos entendam que tornar seus espaços inclusivos é um investimento que beneficia a todos”, afirma.

Desde o início do projeto, o impacto é visível. Muitos estabelecimentos que receberam o selo fizeram melhorias estruturais e treinaram suas equipes para oferecer um atendimento mais inclusivo. Aline planeja expandir o Acessibilibar para outras cidades e transformá-lo em referência nacional.

No Sul, um restaurante pensado para o público autista

Enquanto o Acessibilibar avalia a acessibilidade em diferentes negócios, um pequeno restaurante no Rio Grande do Sul mostra como é possível aplicá-la de forma concreta. O Espetinho do Vini, localizado em Guaíba, foi criado pelo casal Vinícius e Kelli Longaray, pais de Enzo Gabriel, de cinco anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A ideia surgiu de uma experiência pessoal. “Sabemos a dificuldade que é sair com nosso filho e não encontrar uma área adequada para ele se acalmar”, conta Vinícius. Foi assim que decidiram adaptar o restaurante para acolher crianças autistas e suas famílias.

O espaço tem ambiente silencioso, luz suave e uma área sensorial com brinquedos específicos, além de fones de ouvido disponíveis para quem se incomoda com barulhos fortes. As mesas trazem adesivos com informações sobre o autismo, o que ajuda os demais clientes a compreender o transtorno.

A iniciativa fez sucesso e transformou o restaurante em ponto de encontro de famílias com crianças autistas. Thainá Moraes, mãe de um menino com TEA, é uma das frequentadoras assíduas. “O ambiente é bem acolhedor, não tem som alto e os brinquedos sensoriais ajudam muito. Podemos comer tranquilos e deixar as crianças brincarem com segurança”, conta.

Além da estrutura, o Espetinho do Vini também adaptou o cardápio. Vinícius percebeu que muitas crianças autistas têm seletividade alimentar e criou um menu especial com pequenas porções a preços simbólicos, entre R$ 1,90 e R$ 2,90. “Não posso cobrar o mesmo valor de um prato infantil comum. Algumas crianças só comem arroz com farofa ou batata palha. O importante é acolher, não lucrar em cima disso”, explica.

A proposta rompeu barreiras e inspirou outros empreendedores a pensar na acessibilidade de forma mais ampla, levando em conta também as necessidades sensoriais e comportamentais.

Acessibilidade como estratégia de fidelização

Atendimento por meio de Libras é a maneira correta de fazer o atendimento de pessoas surdas. Imagem: David Lucas

Além do aspecto social, a acessibilidade também representa uma oportunidade de crescimento para o setor de alimentação fora do lar. A mais recente pesquisa da Abrasel mostra que 27% das empresas registraram prejuízo em setembro, 40% ficaram em equilíbrio e apenas 33% tiveram lucro. O levantamento ainda revela que 40% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar preços do cardápio nos últimos doze meses.

Diante de um cenário econômico desafiador, oferecer ambientes acessíveis pode se tornar diferencial competitivo. Empreendimentos que investem em conforto, empatia e adaptação aumentam a permanência, atraem novos públicos e fortalecem vínculos com clientes.

Como resume Aline Castro, “a acessibilidade não é custo, é investimento”.

O novo símbolo, com seus braços abertos, ainda aguarda aprovação final para virar lei. Mas sua mensagem já inspira iniciativas e convida o país a repensar o que significa incluir.

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Guilherme Paixão

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com experiência em redação, assessoria de imprensa e comunicação digital. Atualmente, integra a equipe da Agência de Notícias da Abrasel.

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